sábado, 25 de julho de 2009

A Vingança Além da Vida

Lucas e Cauã eram amigos inseparáveis. Seus pais eram vizinhos que moravam na mesma rua, na cidade de Porto Alegre.
Os dois nasceram no mesmo ano e no mesmo mês. Portanto, tinham o mesmo signo. Eram muito parecidos em tudo o que faziam e, por isso, desde a infância tornaram-se como se fossem dois irmãos. Por onde quer que fossem vistos, todos pensavam que eles eram filhos dos mesmos pais.
Lucas e Cauã foram crescendo; e se tornaram adolescentes. Já estavam com a idade de desessete anos; estudavam na mesma escola; eram unha e carne - como diziam os seus amigos.
O tempo ia passando, e tudo era alegria na vida daqueles dois amigos.
Certa noite, eles voltavam de uma festa que tivera na casa de um amigo da escola. Era uma noite de inverno e fazia muito frio. A noite estava terrivelmente escura. Os dois amigos estavam numa parada, esperando o ônibus que os levaria até próximo de suas residências. Já eram 23h55min, e ao que tudo indicava, o ônibus havia atrasado o seu horário habitual.
Inesperadamente um automóvel parou em frente aos dois, e desceram três rapazes, armados com revólveres e anunciaram que era um assalto. Lucas tomado pela surpresa, fez menção de correr; porém um dos assaltantes apontou a arma em sua direção e desferiu um tiro em suas costas. O pobre rapaz ficou ali mesmo, estirado ao solo e já sem vida. Os ocupantes do automóvel ficaram assustados e resolveram abandonar o local a toda a velocidade.
Cauã, completamente apavorado, ficara ali, sozinho, ao lado do seu melhor amigo, o qual já não fazia parte desse mundo.
Cauã nunca se conformara com a morte trágica do amigo e jurou vingança; pois conhecia o assassino que atirara em Lucas.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Daqui!!!

Sophie foi passar um tempo longe da sua casa, mas infelizmente a distância foi mais difícil do que ela pensava. Depois de 3 meses, resolveu escrever uma carta para seu amor, para que ele nunca esqueça o quanto ela o ama e o quanto a distância estava fazendo ela sofrer. Aqui está um pedacinho da sua carta.
Ao meu eterno amor: Daqui sinto que a nossa distância é uma pergunta sem resposta, como a tua pele sempre pura, fresca como o ar, mas tem um deserto muito árido de silêncio que tomou posto dos meus sentimentos, mas são erros que eu escondo, creio. Daqui sinto que não tem nada que me possa consolar nem ao menos por faz de conta, que o amor pode vencer, com todo brivido das emocões, que amor pode vencer. Mas onde você está, com quem está, você ainda pensa em mim, lembra dos domingos que andávamos ao mar e no inverno que dormíamos juntos. Daqui sinto que não tenho mais emoções e estou em uma estrada sem saída, estou sozinha em uma casa vazia de palavras... Sinto que daqui não tem nada que eu possa fazer para retornar o tempo, mas os erros também são úteis e a vida deve seguir seu rumo...

segunda-feira, 20 de julho de 2009

A Espanhola

Quando o Gran Circo de Espanha chegou à cidade, foi um alvoroço só; todos foram ver os caminhões lotados de objetos, de animais e de pessoas, sem contar com todas as engrenagens necessárias para a montagem do Circo.
Havia algum tempo que nada de interessante acontecia naquela cidade, a não ser alguma festa de época, ou alguma solenidade local.
Carlos também, tomado pela curiosidade, foi se aproximando daquele local, onde, dentro de poucos dias o circo seria montado.
Passados alguns dias, finalmente chegou a hora tão esperada por todos para o início das apresentações.
Carlos entrou na fila, e com muito entusiasmo, comprou o seu bilhete de entrada e logo em seguida estava sentado na arquibancada, ansioso pelo início do espetáculo. Mal sabia ele, que em poucos dias
sua vida daria um giro de 360 graus.
E assim foi; todos os finais de semana, Carlos tomava o seu lugar na arquibancada, para assistir, estusiasmado, a mais um espetáculo.
Mas, eis que o apresentador pede a palavra e apresenta uma nova atração, recém contratada pelo Gran Circo de Espanha:
- E agora, Senhoras e Senhores, temos a grande satisfação de apresentar, diretamente da cidade de Madri, na Espanha, a cantora e bailarina Esmeralda, que com sua graça e encantamento, vem arrebatando platéias por esse mundo afora.
E então, eis que surge aquela figura de mulher; olhos e cabelos negros como a noite e os lábios de uma beleza nunca vista antes por Carlos e por quem ali estivesse.
Esmeralda, ao mesmo que em que cantava e dançava no palco, dedilhava com maestria as castanholas que trazia em suas mãos macias e delicadas.
Carlos ficou encantado com aquela mulher, que parecia flutuar sobre o palco, ao mesmo em que sua voz melodiosa deixava todos completamente extasiados...

Jane, uma bruxinha atrapalhada

Jane tinha doze anos e provinha de um clã de poderosos bruxos irlandeses.
Este ano entraria para a Escola de Magia e Bruxaria Diggory Dark Hog. Sabia que não se sairia muito bem, pois não era uma boa bruxa como os outros membros de sua família.
Errava todos os feitiços, nas poções sempre explodia algo, não sabia nem subir na vassoura, muito menos andar nela. Na última vez que tentou fazer um feitiço, transformou seu irmão mais velho em um rato.
A semana se passou rápido e era chegada a hora de se despedir e embarcar no trem...

domingo, 19 de julho de 2009

Clara e a Borboleta

No final da rua, numa casinha branca, Clara brincava feliz no jardim em meio a tulipas, rosas e margaridas.
O dia estava como ela queria, o céu azul, o sol brilhando, as nuvens brincavam de formas no céu.
Para a tristeza de Clara, o seu dia perfeito se transformou num terrível temporal, o céu escureceu, o sol se escondeu atrás das nuvens que ganhavam formas assustadoras.
Sua mãe a chamou, pois Clara podia se resfriar. Quando ia entrar deparou-se com uma linda borboleta cor de ouro se debatendo sobre uma rosa branca...

Sol da meia noite...

Era véspera de Natal, Elizabeth corria ofegante nas ruas de Londres, havia acabado de perder o trem. Decidiu ir caminhando, pois queria chegar cedo em casa, ainda precisava preparar a ceia para a sua família.
Chovia naquela noite, Elizabeth entrou num beco escuro, mal sabia ela que ao passar por ali havia escolhido um caminho que não teria mais volta.
Elizabeth se sentiu como se estivessem a seguindo, apressou seus passos e acabou escorregando em algo que havia no chão. Ao levantar-se deparou-se com um belo homem...

sábado, 18 de julho de 2009

Aconteceu em Julho de 2009

Não bastasse o frio daquela noite, em meio a um carteado, Jorge e Antônio Carlos faziam questão de tomar as mais geladas cervejas daquele bar. O vento que soprava forte trazia os mais variados sons, e entre um gole e outro, os jogadores apreciavam o som de um violão que um velhinho tocava próximo ao balcão.
Enquanto isso, Marina já de malas prontas, olhava sua casa pela última vez, reparando bem nos detalhes. Rabiscou algumas palavras, conversou com seu cachorro e partiu...